Domingo, 11 de Setembro de 2011

Mais uma semana, mais um livro:

 

O Rapaz de Olhos Azuis

Joanne Harris

(Asa)

 

 

Um livro inicialmente confuso mas que nos vai despertando para o mundo dos sentidos. Cores, odores, sabores, texturas, sons... todos confluem neste livro criando sinestesias constantes. Também a forma escolhida por Joanne Harris é original, já que "Blue eyed boy" é um homem que nos vai contando a sua história num webjournal, que partilha com outros seguidores. A história real e a ficção entrelaçam-se e o seu instinto assassino vai sobressaindo em tons de azul, como os seus próprios olhos. 

 

"A diferença entre a vida e o seu contrário pode ser tão pequena como um coágulo de sangue, tão insignificante como uma bolha de ar."



publicado por Dreamfinder às 08:52
Sábado, 10 de Setembro de 2011

 

“Tinha medo do medo que não se pode medir. Temia aquela doença, a peste dos tempos modernos [o cancro]. Estava aterrorizada com aquele mal que chega não se sabe porquê, não se sabe de onde, que se pode insinuar por todo o lado, sem respeito pela raça, pela condição, pela riqueza ou pela cultura.”

 

Sveva Casati Modignani in Desesperadamente Giulia



publicado por Dreamfinder às 09:47
Quinta-feira, 08 de Setembro de 2011

 

“A verdade é que nós achamos sempre que nos safámos, enquanto elas fingem quase sempre que não percebem, e assim se constrói um lar com paz.”

 

Hernâni Carvalho in Azul Suai



publicado por Dreamfinder às 11:44
Terça-feira, 06 de Setembro de 2011

 

“O processo do crescimento trata-se apenas de descobrirmos que portas ainda não foram fechadas na nossa cara. Durante anos, os próprios pais de Trixie disseram-lhe que ela podia ser qualquer coisa, fazer qualquer coisa. Era por isso que tinha tanta vontade de crescer – até chegar à adolescência e esbarrar num grande muro compacto de realidade. Afinal, não podia ter tudo o que queria. Não se era bonita, ou inteligente, ou popular porque se queria. Não controlávamos o nosso próprio destino.”

 

Jodi Picoult in O Décimo Círculo



publicado por Dreamfinder às 11:33
Domingo, 04 de Setembro de 2011

Volto com mais uma sugestão:

 

Um Dia

David Nicholls

(Civilização)

 

 

 

Dois jovens conhecem-se em 1988 após a sua formatura e vivem uma noite de romance muito especial. E é assim que David Nicholls nos traz um conceito original, em que apenas temos notícias dos protagonistas uma vez por ano, a 15 de Julho, dia de São Swithin ao longo de 20 anos. Duas pessoas que não compreendem que se amam e que o próprio destino teima em desencontrar. Ano após ano, os sinais são claros, e só Emma e Dexter não compreendem como necessitam um do outro. O que me encantou no livro foi, por um lado, a indiferença do autor face aos desejos que se vão criando no leitor: nunca nada acontece como nós desejaríamos e, tal como na vida real, as pessoas insistem em complicar a sua própria vida e em escapar à felicidade. Por outro lado, adorei a magnífica evolução das personagens guiada pela pressão do tempo, pelo simples passar dos anos. Os loucos e incertos 20 anos, a responsabilidade dos 30 e a inevitabilidade dos 40. E a diferente forma como cada personagem vive este envelhecimento, esta transformação. 

É um romance fluente, em grande parte devido aos inúmeros diálogos que o preenchem e que o tornam mais real, mais palpável. Magnífico. Adaptado ao cinema, o filme conta com as interpretações de Anne Hathaway e de Jim Sturgess, e estreou em Portugal na passada quinta-feira, 1 de Setembro. Estou ansiosa por assistir ao mesmo.

 



publicado por Dreamfinder às 09:15
Sexta-feira, 02 de Setembro de 2011

 

"O senhor [juiz] não pode decidir nada porque não viu, não sentiu, não sofreu. As raparigas violadas vieram oito meses depois contar o que aconteceu. Roupas novas, caras envergonhadas, como se tivessem sido as culpadas. Os senhores ouviram-nas e leram os exames médicos. Eu senti-lhes o medo no dia em que apareceram na polícia, roupas esfarrapadas, gestos desarticulados da humilhação forçada. O senhor viu as fotografias da rapariga morta, mas fui eu quem a levantou do chão e bateu à porta dos pais."

 

Francisco Moita Flores in Polícias Sem História



publicado por Dreamfinder às 10:47
“Um leitor é sempre um estudante do mundo.” Deborah Smith
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